As guitarras dançam

Indicaí. 2017. Cobertura Colaborativa por João Henrique Motta.

Os cabelos da guitarrista Bruna balançam no palco, um público cada vez maior começa a se formar e as cabeças e pés começam a bater mais forte. Era o show da Miêta, banda mineira formada por um front feminino e punk.

Diferente da última apresentação que vi da banda – em que o som ficou um pouco abafado – o show na quarta feira permitiu que o tudo expandisse pel’ A Autêntica e acertasse em cheio o público com muito experimentalismo. Principalmente as mulheres, convidadas a “chutar o patriarcado lá na frente”. Além do engajamento necessário, a banda transparece um espírito do rock independente que tem sido criado na capital mineira. Um encontro do punk, do pós-punk, do psicodélico com a atmosfera de BH. Um som local e honesto.

Foto: Pedro Castro

As cervejas começaram a acabar mais rápido. Penso que o bom show te dá mais sede. Curto, mas intenso, como devem ser os shows em festivais. Fui fumar um cigarro e já um pouco embriagado pude cumprimentar a Bruna. Diva. Toca muito. Ela destacou influência em Hendrix e Smiths. Duas guitarras que eu gosto bastante. Mais cigarros, mais cervejas e mais papo aleatório. O show dos baianos do Vivendo do Ócio já acumulava uma Autêntica cheia. Psicodélico, pesado e alto. A quarta-feira estava quente. A temperatura foi aquecida pela poluição concentrada, que não se desfaz há algum tempo, devido a um longo período de estiagem (50 dias sem chover em BH!). Cerveja gelada se fazia cada vez mais necessária. Latões e long necks suavam e refrescavam um público fiel que cantou e dançou ao som de uma boa noite de rock alternativo.

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